Milhares de peixes mortos aparecem em estrada após furacão Florence

Após ser responsável pela morte de 44 pessoas e destruir parte da infraestrutura de cidades localizadas nos estados norte-americanos da Carolina do Norte e Carolina do Sul, a passagem do furacão Florence ainda traz consequências: no último final de semana, bombeiros tiveram de retirar milhares de peixes mortos que se acumulavam na rodovia Interestadual 40, na Carolina do Norte. As inundações que ocorreram por conta da passagem da tempestade fizeram com que mais de 75 centímetros de água se acumulassem sobre a rodovia, deixando-a submersa por alguns dias.

Milhares de peixes mortos aparecem em estrada após furacão Florence

Em uma publicação no Facebook, o Corpo de Bombeiros local afirmou que o furacão Florence foi responsável por inundações massivas na área, fazendo com que os peixes viajassem para longe dos rios e morressem no asfalto após o recuo das águas. Surpresos com a quantidade de animais mortos que estavam no local, os bombeiros utilizaram uma mangueira de alta pressão para limpar a rodovia.

De acordo com os relatos, o cheiro causado pelos peixes mortos era muito forte.

Samantha Hardison, bombeira voluntária que participou da operação para limpar o local, afirmou que nenhum membro do Corpo de Bombeiros se lembrava de ter vivido uma situação parecida em enchentes que já ocorreram na região.

Milhares de peixes mortos aparecem em estrada após furacão Florence

Após a limpeza parcial da rodovia pelos bombeiros, o departamento de transporte da Carolina do Norte continuou a remover os milhares de peixes que estavam na região. O furacão Florence chegou ao território norte-americano no último dia 14 de setembro e é considerado um dos fenômenos mais devastadores que atingiram o país nas últimas décadas.

Milhares de peixes mortos aparecem em estrada após furacão Florence

Nascidos nos oceanos tropicais, os furacões são formados quando a água do mar esquenta e converte-se em ar quente, formando nuvens de tempestade. Por conta da diminuição da pressão do ar nessa região, a velocidade dos ventos na área aumenta – sua forma circular se deve ao processo de rotação da Terra. Com a água quente do oceano retroalimentando-o, o fenômeno ganha força e pode prosseguir até terra firme, quando começa a perder energia pela falta de água.